Moda anos 70 no inverno 2015

“Revival setentinha”: AFF na M MAG Inverno 2015

O mood “setentinha” está mais forte do que nunca. A década mostrou as caras nos desfiles primavera-verão e norteia agora a moda inverno 2015. As golas rolês, as estolas de pele e as calças boca-de-sino já marcaram diversas coleções passadas, mas parecem agora ter ainda mais vigor. As coleções Fall-Winter 2015/2016, apresentadas em fevereiro nas passarelas internacionais, carregam o espírito livre e descomprometido da época, inclusive! – A intuição dos estilistas brasileiros, então, estava certa!

Dentre os nomes que mais marcaram o estilo de vida – e de vestir – da época estão Jane Birkin, Françoise Hardy, Rachel Welch, Brigitte Bardot, Barbra Streisand e Meryl Streep. Se fossemos listar todas as influenciadoras da década, a lista seria maior com certeza. Hoje, tais musas estão na casa dos 60, 70 e 80 anos de idade; e continuam com vidas bem ativas.

Jane (68 anos), atriz e cantora inglesa que viveu na França, inspirou a primavera-verão Louis Vuitton e virou referência geral, inclusive para os invernos (de norte a sul). Com seu ar atrevido e andrógino, a musa foi parte atuante da revolução sexual dos anos 60/70, gerou polêmica por seu relacionamento com o boêmio Serge Gainsbourg (muito feio, de acordo com as sinceras línguas) e se transformou numa verdadeira influenciadora (mesmo usando camisa masculina com cara de “dormi na casa do namorado”). Veio dela a camisaria, a bota de cano alto com casacão fechado ou vestido acima do joelho, a calça flare e o boho chic com chapéu de feltro.

Moda anos 70 no inverno 2015

Mas por que é que o espírito “livre” está em revival agora? Alguns profissionais da moda e das artes, como Luisa Pimenta (estilista da Mork), Karla Seabra (gerente de divisão Estilo e visual merchandiser da Marisa), Priscilla Simões (estilista da Lebôh) e Dennis Nothdruft (curador-chefe do museu londrino) concordam: o mundo atual está passando por mudanças, assim como na década de 70. Em entrevistas para os portais BBC Culture e UOL Mulher, entre fevereiro e março deste ano, os profissionais declararam que uma nostalgia está sendo revivida e a antiga busca por liberdade tem vindo à tona. O período foi marcado por recessão econômica, crise do petróleo, por ideias progressistas; foi um momento da história em que os jovens se reuniram para contestar e para protestar por seus anseios – mera coincidência? O cenário social, político, econômico e cultural de qualquer região está diretamente ligado ao jeito de se portar e vestir da sociedade. Através da moda, as pessoas conseguiam – e ainda conseguem – mostrar atitudes e convicções.

É claro que o estilo se reformulou, afinal já se passaram 40 anos; e é assim que funciona. Os elementos que mais marcaram o visual da época hoje aparecem, às vezes, fragmentados e combinados a outros. Permanece a essência: o boêmio, o hippie, o dândi, o disco e tendências que representam a valorização das experiências humanas, a recuperação do feito à mão, o romantismo e a fuga da saturação tecnológica e digital.

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Jaque Roeher, uma das idealizadoras da Aged Fashion Folks, para a M MAG – Inverno 2015.

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